terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"O QUE É O NATAL".

Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo.
Que é o Natal? - perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? - perguntava-me, com tristeza - E por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem...
Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:
Olá, menino!
Oi!... Respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se ao meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:
Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
Meu aniversário.
Como assim? - perguntei, percebendo que ele estava sozinho.
Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E ele me disse: Essa é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino.
Não te conheço! - eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...
Neste momento, estou com você. - respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e ele.
E ele me falava, e eu o entendia. E eu o sentia. E eu o amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!...
E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada.
Abracei-o pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me:
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um Feliz Natal!
E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-o, levando-o para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais o vi. Mas fiquei com a certeza de que ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal...
E eu, menino, sorri... Pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal.

sábado, 1 de dezembro de 2012

" PRECE DRUIDA".




Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio. Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior. Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro. Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida. Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo. Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo. Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer. Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz. Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração. Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins. Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa. Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade conscient
e, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno. Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver. Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável! Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica, só se sente. Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser. Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora. Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres. Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

sábado, 3 de novembro de 2012

"VOCÊ TEM EXPERIENCIA".




Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar,
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado,
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
Já subi em árvore pra roubar fruta,
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola,
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando,
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoa sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios,
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro,
Já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, nas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um para sempre pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e via a Lua virar sol,
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: “Qual sua experiência?”.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
“Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”

domingo, 21 de outubro de 2012

"MINHA IDADE" (by CORONELSON)

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo. .. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante. 
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. 
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido ... Eu vou.
Vou andar na praia em um calção excessivamente largo sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set. 
Se derem sorte, eles também vão envelhecer. 
Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. 
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. 
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. 
Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser sessentão.
A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer). 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"PORTEIRO DE PUTEIRO".

Não havia no povoado pior emprego do que 'porteiro da zona'.

Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?

O  fato  é  que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.

Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.

Ao porteiro disse:

-  A  partir  de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

-  Eu  adoraria  fazer  isso,  senhor,  balbuciou  - Mas eu não sei ler nem escrever.

-  Ah!  Quanto  eu  sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

-  Mas  senhor,  não  pode  me  despedir,  eu  trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

-  Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma  boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Dito  isso,  deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse Que fazer?

Lembrou  que  no  prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.

Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.

Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.

Usaria  o  dinheiro  da  indenização  para comprar uma caixa de ferramentas completa.

Como  o povoado não tinha casa de ferragens deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:

- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.

- Sim, acabo de compra-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que...

- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.

- Se é assim, está bem.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?

-  Não,  eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.

- Façamos um trato - disse o vizinho.

Eu  pagarei  os  dias  de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.

Voltou a montar na sua mula e viajou.

No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa.


- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.

Eu  necessito  de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de  viagem,   mais  um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.

Que lhe parece?

O  ex-porteiro  abriu  sua  caixa  de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate,  uma  chave  de  fenda,  um  martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.  E  nosso  amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.

Se  isto  fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na  viagem  seguinte,  arriscou  um  pouco  mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia  vendido.

De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.

A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam  encomendas.

Agora,  como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.

Com  o  tempo,  alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois,   comprou  uma  vitrine  e  um  balcão  e  transformou  o galpão na primeira  loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.

Já  não  viajava  os  fabricantes  lhe  enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.

Um  dia ele se lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.

E  logo,  por  que  não,  as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras,etc ...

E após foram os pregos e os parafusos...

Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.

Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício.

No  dia  da  inauguração  da  escola,  o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:

-  É  com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de  colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.

-  A  honra  seria  minha,  disse  o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto.

-  O  Senhor?  Disse  incrédulo  o prefeito. O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.  Eu pergunto:

- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?

- Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: - Se eu soubesse ler e escrever...

Ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!


Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.

As adversidades podem ser bênçãos.


                As crises estão cheias de oportunidades.


Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.


                     Lembre-se da sabedoria da água:

      'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.


  Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.


Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,

                Acima de tudo, reconhecer suas virtudes.

Essa história é verídica, e refere-se a um grande industrial chamado...

                          Valentin Tramontina,

Fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com
marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no
interior do Rio Grande do Sul.
 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

SAUDADES DA VIDA MILITAR

Lembro-me de 1973 e da minha apresentação no 2.º BG (era assim que era conhecido), para a prestação compulsória do serviço militar. Eu era um estudante de classe média e não queria de jeito nenhum servir. Mas, contra ordens não existem argumentos e lá fui eu servir.

Lembro-me da minha entrada naquele prédio bonito, imponente e antigo e a frase que “encimava” a sua entrada: “Por aqui passaram os melhores soldados do Brasil!”. Mas, não deu tempo nem de pensar no que havia acabado de ler.

Chegando lá, eu e os demais recrutas fomos saudados à maneira militar: com gritos, tapas e uma quantidade de palavrões significativa, havendo certas palavras que eu sequer conhecia! 

Após isso, fomos enviados para a barbearia, onde as longas madeixas foram deixadas e saíamos, de maneira indistinta, com aquele cabelo curto e cheio de falhas.

Que diferença de vida. Não é preciso dizer que odiei e queria matar aquele bando que nos chefiavam.

As primeiras semanas foram terríveis, com aulas de educação física, "ralos" e instruções teóricas, fora a já conhecida "pressão militar". Mas, passadas aquelas semanas nós éramos novos homens, existia um ambiente de camaradagem e percebíamos que ali não havia distinção de classe, cor ou credo. Todos eram tratados da mesma maneira e, o mais importante: havíamos deixado de ser meninos para nos tornarmos homens.

Aquele quartel era uma tropa de elite e, por isso, éramos mais cobrados do que os soldados regulares. E, dá-lhe ordem unida e exercícios com armas, que deviam ser totalmente sincronizados.

Em plena ditadura, éramos responsáveis pela guarda do quartel general do atual Comando Militar Leste, da Auditoria Militar e das residências dos generais comandantes. Ficávamos tensos, com medo de ataques e quando éramos substituídos em nossos turnos aproveitávamos para agradecer a Deus. Não é fácil para um moleque de 18 anos ficar por duas horas num local ermo, principalmente à noite, passível de um ataque.

Lembro-me também dos torneios esportivos e militares e o empenho de todos em vencê-los. Não era fácil. E o que falar dos acampamentos e dos exercícios com gás lacrimogêneo? Verdadeiramente, éramos treinados para não sentir dor, superar as adversidades e cumprir nossa missão.

Mas, o que realmente gostávamos era dos desfiles militares, pois nos sobressaíamos, não apenas pela farda diferente cheia de detalhes brancos, mas, principalmente, pela precisão de nossa marcha e nossas manobras.

Não havia quem deixasse de nos aplaudir e o corpo arrepiava todo. E, assim seguiu a vida até o mês de novembro quando eu dei baixa. Até eu que nunca quis seguir a carreira militar, chorei junto com os meus amigos, por aqueles momentos mágicos por quais havíamos passado.

Hoje, passados 40 anos daqueles tempos, nenhum contato tenho com aqueles meus amigos, a não ser através do site do nosso BG, onde percebo que todos trabalham, todos tem família e são homens de respeito.

Poderia dizer que aquela inscrição na entrada que dizia que por ali passaram os melhores soldados do Brasil, estava incompleta. Por ali passaram também os melhores homens!

Mas, hoje, além das boas recordações, o que mais me entristece é que o BG foi extinto e quando passo em frente à antiga sede, lá no Parque Dom Pedro, tenho vontade de chorar, pois o prédio está abandonado!

Mas, seguramente, independente de tudo, o Segundo Batalhão de Guardas continua em nossos corações. A guarda morre, mas não se rende!

Romeo Scommegna é advogado, economista e professor universitário.

E-mail: romeoscommegna@yahoo.com.br


EU LÁ INCORPOREI EM 1970,E ESTA MENSAGEM TAMBÉM  ME DIZ RESPEITO

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RECOMEÇANDO

RECOMEÇANDO!!!
Não deixe jamais de acreditar que sempre é hora de recomeçar. Não se lamente pelo que passou, por aquilo que tenha perdido, pois tudo o que acontece em nossas vidas tem um valor, um significado.
Tudo o que passamos, sejam vitórias ou perdas, são aprendizados em nossas vidas.
...
Como conheceríamos o prazer da alegria, se já não tivéssemos passado por momentos de tristeza?
Como admirar o nascer de um novo dia, sem ter visto a noite que o antecede?
Agradeçamos sempre por tudo, pois muitas vezes, aquilo que nos parece um grande mal, pode ser o Bem mal visto.
Confiemos na Divina Providência, que de tudo cuida e que sempre sabe o que é melhor para nós.A cada instante de nossas vidas Deus nos dá a oportunidade do recomeço, estejamos certos disso. Nosso Pai Celestial permite que passemos por determinadas situações,
para que possamos, um dia, entender seus propósitos, com a certeza de que aquilo foi melhor para nós, naquele momento.
Procuremos sempre tirar de tudo um ensinamento para as nossas vidas, sem esmorecer e tendo o ânimo e a coragem de recomeçarmos, sempre que sentirmos que o caminho não é o melhor para nós. Não tenhamos vergonha de reconhecermos que erramos, pois só isso já nos torna pessoas melhores, pois a cada erro cometido e reconhecido, diminuem as chances de incidirmos neles novamente. Sigamos em frente, recomeçando quantas vezes forem necessárias, com a certeza de que nada se perde, e, que tudo é experiência e oportunidade de aprendizado

terça-feira, 5 de junho de 2012

"SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ".

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue com
Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a
meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santo, mas
estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que
eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas
que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar
sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa
sobre mim, diga apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis
mais perto de Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas
não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de
minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha
na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz
vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí,
sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver,
em Deus, a amizade que aqui nos preparou
para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem
sabe que vai morrer um dia, e que morramos
como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para
mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo
o seu começo. Mas, se eu morrer antes de
você, acho que não vou estranhar o céu..
Ser seu amigo... já é um pedaço dele..."
                                                               C.C. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"A DOR DE UMA SAUDADE"



Ah minha neta querida,quanta saudades de você.
Hoje 17/03/2012 estou muito triste,é seu aniver-
sário,e nem posso abraça-la.
Sabe querida,você ainda é um bebe,espero   que
nunca sinta o que estou sentindo.
E sabe por que netinha querida,saudades dói,dói
muito,uma dor infinita.
Minha princesa,amo seu papai,sua mamãe e prin
cipalmente você,mas a distancia que nos separa é
grande,muito grande.
Espero em "DEUS",que um dia esta distancia não
mais exista.
Esta distancia além de doer só me faz chorar.
""MY LITTLE PRINCESS,
                        LOVE YOU FOREVER"".
                                                                    kisses

segunda-feira, 30 de abril de 2012

         "   ACREDITO   ".


Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém; posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim. Tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos; que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; que, por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Mas aprendi, também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles; que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática; que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel; que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso; que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver; que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito

sábado, 31 de março de 2012

RIQUESA E CONHECIMENTO

Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: "Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?"
O mestre espiritual respondeu: "Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é." Com um sorriso, ele prosseguiu:
"Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre."
Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Stephanie (lista de reprodução)

('http://www.youtube.com/p/83649F60C92A11DB?version=3&hl=pt_BR',)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

VALORIZANDO A VIDA



Conta a lenda que um rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida fautosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos, mal eram formulados e já estavam realizados. Tinha perdido sua ligação com a vida e não havia nele a vontade de viver. Percebeu a insensatez e a inutilidade de sua existência e temeu ficar louco. Para acabar com o sofrimento, o rico mandarim ordenou ao seu barbeiro que, num dia qualquer, sem nenhum aviso, ao fazer-lhe a barba, cortasse-lhe a garganta. Era uma ordem e tinha que ser obedecida.
Nos primeiros dias, o mandarim se fez barbear com toda tranqüilidade, pois não esperava que a ordem fosse cumprida de imediato, mas, à medida que o tempo avançava, começou a se perguntar se o dia seria amanhã.
O entendido mandarim passou então a viver cada dia como se fosse o último, e livre da "obrigação de viver", o rico mandarim se pode permitir ver como era lindo o amanhecer, como eram diferentes os tons de verde dos seus campos, como era alegre o canto dos pássaros e como eram belas as suas cores, como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Viu também toda a beleza de uma tormenta, numa exibição gratuita de energia e violência. Viu também que tinha um corpo e se deu conta de que, só tendo um corpo capaz de sentir, podia viver a beleza da vida. Por tudo isso valia a pena viver!
Agora o barbear era uma agonia e, embora tivesse dado uma contra-ordem ao barbeiro, mandou decapitá-lo, por via das dúvidas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

" MAIS UM DESABAFO".

  • A vida me ensinou... A dizer adeus ás pessoas que amo,sem tirá-las do meu coração; Sorrir para as pessoas que não gostam de mim,para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam; Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade ,para que eu possa acreditar que tudo vai mudar; Calar-me para ouvir,aprender com meus erros,afinal eu posso ser sempre melhor; A lutar contra as injustiças; Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo; A ser forte quando os que amo estão com problemas; Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho; Ouvir á todos que só precisam desabafar; Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos; Perdoar incondicionalmente,pois já precisei desse perdão; Amar incondicionalmente,pois também preciso desse amor; A alegrar á quem precisa; A pedir perdão; A sonhar acordada; A acordar para realidade(sempre que fosse necessário); A aproveitar cada instante de felicidade; A chorar de saudade sem vergonha de mostrar; Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir as estrelas",embora nem sempre consiga entendê-las; A ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a dor do adeus e do que se acaba,sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser; A abrir minhas janelas para o amor; A não temer o futuro; Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,como um presente que da vida recebi,e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar,lhe dando forma da maneira que eu escolher

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"ACREDITE".

Entre!
A porta da vida está aberta e convida,
pessoas com coragem para arriscar,
a rir, chorar, trabalhar, se esforçar, amar,
ser ouvido ou incompreendido,
receber atenção ou sofrer uma desilusão,
ser amado ou perder-se numa paixão,
a vida pede atenção…

A vida oferece muitas possibilidades,
até para quem já não acredita mais em nada,
sempre haverá algo novo sob o sol,
um fio de esperança que poderá te levar ao paraíso,
uma nova oportunidade de ser e crescer.

Só não vale ter medo de si mesmo,
só não vale não se conhecer, não se respeitar.
Tem que pegar todas as experiências,
boas e ruins, doces e amargas,
e colocar no grande caldeirão da alma,
para entender o que vale e o que não vale a pena.
Assim, você terá uma bússola precisa,
que vai indicar o seu Norte, a sua direção,
que não tem tempo nem idade,
rumo a realização dos seus sonhos,
rumo a felicidade.

Acredite na vida, acredite em você.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"PAIXÃO ARDENTE".

Parábola da vaca

Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.

- O senhor vê aquela vaca ? – disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.

O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo :

- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.

O discípulo não acreditou.

- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem !

O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem :

- Vá lá e empurre a vaquinha.

Indignado porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.

Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram: No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo.

Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá.

- Claro que sei. Você está olhando para ela.

Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse :

- Mas o que aconteceu ? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo ?

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu :

- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos.

E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.